Por : Helena LopezFazer cinema é uma arte, e causar medo no cinema é uma arte muito mais sofisticada e que parece vem sendo redescoberta por uma geração de cineastas não-yanks que conquistou Hollywood!
Foi-se o tempo em que a platéia tremia de medo e fechava os olhos ante uma garotinha vomitando sopa de ervilha ou revirando a cabeça! O que amedrontava na década de 70 é capaz de causar risos hoje! Não que clássicos como O Exorcista e A Profecia tenham perdido de alguma forma o valor, não esses são poucos dos antigos filmes de terror que se mantém de pé!
Mas o cinema do medo reencontrou seu lugar nos anos 2000! Chega de filmes cheios de efeitos especiais que estão mais para defeitos especiais, e que não assombram nem minha sobrinha de dois aninhos de idade.
I SEE DEAD PEOPLE!

Tudo começou com o aclamado O 6º Sentido, do diretor indiano M. Night Shyamalan, que fazia com o que não podíamos ver ganhasse dimensões assombrosas e assombradas!
Na esteira desse ícone do novo cinema do medo, tivemos o inventivo Os Outros, que com o brilhantismo de Alejandro Amenábar (do maravilhoso Abre los Ojos), contou uma maravilhosa estória de fantasmas às avessas, num filme verdadeiramente assustador, com uma família e empregados horripilantes presos pela névoa em uma casa mergulhada na escuridão e com vultos por todas as partes! Um verdadeiro clássico, e o final não poderia ser mais perturbador, depois dele, acredito que muitos pensaram duas vezes antes de repetir “fantasmas não existem!”
Até um brasileiro brincou de contar estórias de terror em Hollywood! Tudo bem que foi remake de um terror japonês, tudo bem que a crítica mundial não gostou (ou não entendeu?), mas com uma sensibilidade aguçada, um senso estético raro para os atuais cineastas, Walter Sales construiu uma das melhores estórias de fantasmas dos últimos tempos com o seu apavorante Água Negra. Mostrando pouco e mostrando na hora certa, foi um filme que me fez cobrir os olhos de vez em quando! O final não podia deixar de ser menos perturbador – como todo final de filmes de fantasmas deveria ser!
Até um brasileiro brincou de contar estórias de terror em Hollywood! Tudo bem que foi remake de um terror japonês, tudo bem que a crítica mundial não gostou (ou não entendeu?), mas com uma sensibilidade aguçada, um senso estético raro para os atuais cineastas, Walter Sales construiu uma das melhores estórias de fantasmas dos últimos tempos com o seu apavorante Água Negra. Mostrando pouco e mostrando na hora certa, foi um filme que me fez cobrir os olhos de vez em quando! O final não podia deixar de ser menos perturbador – como todo final de filmes de fantasmas deveria ser!
Mas, o BOO! da vez é, sem dúvida nenhuma, o drama de terror O Orfanato. Conduzido de forma elegante por Juan Antonio Bayona e produzido por Guillermo Del Toro, conta uma intrigante e emocionante estória de fantasmas, onde, mais uma vez, o macabro universo infantil é explorado (um traço em comum com os filmes do gênero na última década). A trama se desenrola num antigo orfanato que está para ser reaberto por uma de suas antigas moradoras. Mas as paredes daquela casa escondem uma história horrorosa, e que ainda não foi esquecida, nem perdoada. O filme bebe, indiscutivelmente, na fonte de Polthergeist, mas consegue ser infinitamente melhor!Filmes como esses são a prova que o gênero não foi enterrado por Sexta-Feira 13 e suas duzentas seqüências, que quando um diretor sensível encontra o roteiro adequado, ainda consegue aterrorizar a platéia, mesmo que use a velha fórmula misturando crianças, amiguinhos invisíveis, mães neuróticas e casas aterrorizantes. Pois, existem mais mistérios entre o céu e a terra do que, realmente, sonha a vã filosofia Hollywoodiana!

Cavaleiros do Zodíaco














