sábado, 5 de julho de 2008

Persistência é mesmo uma virtude?


Por: Biel Marcos
Eu não consigo entender certas coisas... coisas do tipo: Por que Xuxa ainda teima em levar um novo lixo às telonas todos os anos? Será que Didi ainda não notou que nem as crianças agüentam os filmes dele? Van Damme e Steven Seagal estão passando fome pra se rebaixarem a fazer filmes cada vez mais toscos?

Pois é minha gente, algumas pessoas realmente não sabem a hora de parar. Mas o que mais me intriga é o motivo pelo qual esses filmes ainda chegam aos cinemas (com exceção dos filmes de Seagal e Van Damme, que atualmente só aparecem em produções para o mercado de DVD). Tudo bem que Xuxa ainda é considerada a Rainha dos baixinhos e que Didi será eternamente o trapalhão, mas com tantas animações infantis de qualidade atualmente, por que alguém se preocupa em colocar em cartaz um filme que nem sequer faz sucesso nas bilheterias? Isso sim é um mistério...

Mas mudando de alvo, vamos falar do antigo astro de filmes de ação: Jean Claude Van Damme. Durante anos Van Damme foi considerado o melhor ator para longas com altas doses de adrenalina e realmente esteve em filmes muito bons ao longo de sua carreira. Mas no fim da década de 90 o rapaz começou a aparecer em produções cada vez mais de baixo nível (vide “Inferno”) e aos poucos foi se apagando. Hoje o ator só aparece em filmes lançados diretamente em DVD, estrelando sempre o gênero “ação sem cérebro”. Que decadência!!!

Mas quando se trata de uma carreira mal construída, pelo menos em minha opinião, Steven Seagal não sai da liderança. Suas atuações sempre foram caricatas, sem um pingo de talento, protagonizando as cenas de ação mais absurdas que eu já vi e sempre em filmes de péssima qualidade. Não me assusta que hoje ele continue aparecendo em filmes ruins, me assusta que ele ainda apareça em algum filme!

Construir uma boa carreira é algo muito trabalhoso, mas chega a ser um crime alguém estragar seu sucesso perdendo o bom senso e se envolvendo em trabalhos de qualidade, no mínimo, duvidosa. As quatro “estrelas” citadas na matéria deveriam seguir o exemplo de Whoopi Goldberg, que se aposentou assim que viu que sua carreira ia mal. É melhor se retirar com uma história de sucesso do que continuar e jogar tudo pelos ares.

sábado, 28 de junho de 2008

A verdade que se esconde sob a imagem

por: Biel Marcos

Hoje, após muito tempo tentando, consegui finalmente assistir O Diabo veste Prada. Ainda um pouco anestesiado após o filme, que é simplesmente ótimo, resolvi dedicar a ele as linhas dessa matéria. O filme mostra a trajetória de Andrea Sachs, uma aspirante a jornalista simples e sem a mínima noção de moda, que consegue um emprego como assistente de Miranda Priestly, chefe da maior revista de moda de toda Nova York, a Runway Magazine.

Mas eu não resolvi escrever essa matéria para falar de moda, da poderosíssima atuação de Meryl Streep, de seus belíssimos figurinos ou da trilha sonora fantástica que o filme possui. Resolvi escrevê-la para falar sobre como as pessoas se escondem por baixo de imagens de perfeição, quando na verdade estão repletas de sofrimento, angústias, tristeza e lágrimas. A primeira vista o filme pode parecer fútil, mas realmente não é. Durante os 109 minutos do longa vemos a inatingível Miranda pisando em todos a sua volta, como se ela fosse superior a tudo, mas no fim descobre-se que ela esconde suas crises conjugais, a decepção de suas filhas com ela, e que apesar de ser invejada por milhões de pessoas ela simplesmente é infeliz. Aliás, ela e todos seus empregados que se escondem no mundo glamoroso da moda, como o estilista Nigel, que sonha com o dia em que se verá livre da perversa, ou a assistente Emily, que coloca os desejos de Miranda em primeiro lugar e se esquece de si mesma, e todos sempre tentando parecer satisfeitos com suas vidas.

O fato, é que nenhum ser humano gosta de parecer fraco, e que fazemos de tudo para não mostrar que estamos mal. Como quando brigamos com um amigo querido e fingimos que não sentimos falta da amizade dele, ou quando se termina um relacionamento e por mais que se esteja sofrendo você quer que as pessoas pensem que você não se abalou, ou quando você fracassa, mas não se expõe para não mostrar às pessoas que você também erra. Mas afinal, de que vale tudo isso? Por que essa necessidade de parecer forte? É mesmo melhor se esconder atrás de beleza, roupas, maquiagem, fama e glamour quando no fundo você sabe que está mal?

A verdade é que não importa o quando você se esconda, isso nunca vai fazer você melhorar. Além disso, ter sentimentos é o detalhe mais fantástico de um ser humano, então nunca devemos tentar abafá-los, não importa qual seja ele. Está triste? Chore. Está feliz? Sorria. Está se sentindo sufocado? Desabafe. Enfim, não perca nunca a capacidade de ser humano!

sábado, 21 de junho de 2008

Romântico ou Meloso?

por: Biel Marcos


É mais do que freqüente a chegada de comédias românticas, ou romances aos cinemas. Esses filmes costumam ser amados por alguns, que os acham lindos e inspiradores, e odiados por outros, que os acham completamente bregas ou melosos demais. Mas afinal, é possível definir se um filme é romântico na medida certa ou enjoativo? Bom, eu particularmente acredito que isso depende do gosto de cada um, mas pra falar um pouco sobre o assunto resolvi comentar alguns filmes que não passaram dos limites e são sim boas histórias de amor, e não sentimentos excessivamente doces.

*Obs.: não estranhem se eu começar a ser um pouco meloso, já que escrevo essa matéria ao som de “Far away” do Nickelback (Eita música linda!!!)


Um amor para recordar
Impossível falar de filme romântico na medida sem citar este belo exemplo! A história de Landon Carter e Jamie Sullivan envolve e faz com que o público sinta exatamente o que os protagonistas estão sentindo. Em momento algum a história se torna chata, muito pelo contrário, ela prende e emociona a quem assiste.



Cidade dos anjos
A história do anjo que decide se tornar humano para ficar ao lado da amada faz com que Cidade dos Anjos seja uma linda história de amor sem exageros, agradável do início ao fim. Além disso, mesmo pra quem não gosta de romance, só a trilha sonora vale o filme todo.



Titanic
E por que não falar do grande romance que fez e ainda faz muita gente chorar? Jack e Rose têm uma relação que até se aproxima um pouco do brega, mas ainda assim agrada. A liberdade que a personagem de Kate Winslet conhece ao lado do rapaz é no mínimo empolgante, considerando que a moça vivia em uma gaiola dourada.


Bom, vou comentar apenas esses três, até porque não é fácil achar filmes românticos que não são melosos demais...

Mas repararam o que os três têm em comum? Em todos eles algum dos protagonistas morre no final. Será que para um filme não sofrer com excesso de açúcar ele tem que ter morte? Talvez a grande breguice da história seja o “Felizes para sempre”...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Fazendo Fila


Já estamos na fila!!!
O Lançamento está previsto para essa semana!

Sessão da Tarde


Tem dias que tudo o que queremos é passar uma tarde assistindo filmes, sem preocupações, sem ninguém nos incomodar, só pipoca e DVD! E num dia assim não cai bem um filme pesado ou cheio de tramas intrincadas – queremos uma trama leve, que nos anime e relaxe (os pseudo intelectuais da tela grande que me perdoem, mas é muita chatice querer ver um clássico por dia, sem falar que ninguém vai agüentar conversar com você!).
Bom, para a galera do relax, aí vai uma listinha para uma sessão da tarde de luxo:

- Pegar e Largar;
- Penetras Bons de Bico;
- A Inveja Mata;
- Mulher Infernal;
- Volta Meu Amor;
- Voando Para Casa;
- Em Luta Pelo Amor;
- Casanova;
- O Novato;
- A série de filmes: A Soma de Todos os Medos, Caçada ao Outubro Vermelho, Jogos Patrióticos e Perigo Real e Imediato;
- O Pagamento;
- A Intérprete;
- A série Indiana Jones.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Estrelas de Hollywood na Publicidade Brasileira


O mais recente é Richard Gere, que aparece em um encontro romântico com Carolina Ferraz e elogia os belos cabelos da moça num comercial de uma tintura capilar, o bg é a música tema de “Uma Linda Mulher”.
A publicidade nacional parece que reencontrou os caminhos das estrelas internacionais. Ultimamente podemos ver Jack Bauer dirigindo um carrão numa cidade em pleno caos, e Ben Affleck disputando xavecos com um ascensorista de elevador. Há alguns anos era a vez de Brad Pitt fazer reclames para um lançamento da Toyota. Na década de noventa quem apareceu vendendo uma marca de sandálias plásticas foi ninguém menos que o super casal Lois Lane e Clark Kent da extinta (e divertida) série de televisão “Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman”, foi o maior sucesso, Teri Hetcher e Dean Cain desfrutavam de uma popularidade no Brasil que pouca gente imaginava, tirando os marketeiros!!
Vamos torcer para mais estrelas darem as caras em nossas telinhas, pena que os filminhos publicitários só duram trinta segundos!

sábado, 5 de janeiro de 2008

Jodie Foster vira uma vigilante vingadora em VALENTE


O que move a trama de Valente não é novidade para quem mora no Brasil e assiste aos telejornais – um casal de namorados é atacado por vândalos, o homem morre e a moça fica em coma.
Mas o que ecoa do filme é um desejo de vingança que parece satisfazer à protagonista e ao público, e isso faz de Valente um filme especial, junto com Tropa de Elite, ele nos faz pensar na nossa própria condição e no mundo que queremos construir para os nossos filhos, na violência gratuita e no desejo de dar um basta em tudo isso. Mas o mais importante é a forma como vamos fazer isso.
Pessoalmente, eu gostei do filme, mas achei que o Erica Bain deveria ter sido personificada por outra atriz, acho que Nicole Kidman ou mesmo Erica Durance (a Lois Lane de Smallville) dariam mais credibilidade à personagem – não que Jodie Foster esteja mal no papel, longe disso, mas é uma pura questão de adequação.
Quando li sobre o filme achei que Jodie dava uma de Batman, caçando o crime, mas depois de assisti-lo prefiro pensar que ela preferiu se tornar uma não-vítima, alguém que resolveu fazer o que o Estado está negligenciando. E no final fica uma pergunta incômoda: a justiça se resume à simples vingança, ou a vingança é um direito de quem é injustiçado?